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quarta-feira, 16 de março de 2011

MERCADO FORMAL

Geração de empregos no Ceará e RMF é a maior do NE


Estado criou 5.793 vagas celetistas em fevereiro. Na região metropolitana, o saldo foi de 6.290 novos postos
A criação de empregos formais (com carteira assinada) no Ceará em fevereiro foi o melhor resultado do Nordeste e o nono do País. O saldo de 5.793 novas vagas supera Bahia (3.127) e Pernambuco (2.069). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados ontem.

O resultado no Estado é a diferença entre os 40.033 postos de admissões e 34.240 demissões. O desempenho foi proveniente dos resultados dos setores de serviços (que gerou 3.585 empregos) e construção civil (1.812), seguidos da indústria de transformação (469) e comércio (432). A agropecuária foi o único setor que registrou saldo negativo (-851).

O saldo é também o maior para um mês de fevereiro desde 2004, segundo dados disponíveis no site do MTE. O diretor de Estudos e Pesquisas do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Junior Macambira, prefere, no entanto, não analisar o desempenho como um recorde. Para ele, o resultado representa uma novidade positiva para o mercado de trabalho.

"Os primeiros meses de cada ano sempre apresentam tendência de queda", afirma Macambira. "É uma acomodação natural, por conta dos desligamentos das vagas temporárias contratadas no fim do ano anterior". Ele faz ainda outra análise. "O Ceará superar outros estados do Nordeste que têm uma economia robusta foi uma surpresa agradável", avalia Macambira, referindo-se a Bahia e Pernambuco. "O resultado superou a expectativa do mercado para fevereiro".

Concentração na RMF
O comportamento do mercado de trabalho no Estado tem forte contribuição da região metropolitana de Fortaleza. A RMF registra saldo de 6.290 novas vagas, o melhor resultado do Nordeste e o sexto do País, de acordo com levantamento feito entre nove regiões metropolitanas pelo MTE.

Segundo Macambira, os empregos formais são concentrados na RMF porque é onde o setores produtivos são mais organizados. "No interior, o emprego formal é diminuto por conta das particularidades dos municípios que não têm condições de absorver grandes estabelecimentos", explica.

Construção civil
De acordo com o diretor do IDT, a construção civil vem se destacando na economia cearense na geração de emprego. "Apesar da rotatividade, que é muito forte e frequente, são muitas obras que vão manter o mercado de trabalho em crescimento", afirma Júnior Macambira.

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, o setor registra saldo de 1.769 postos de trabalho criados. Em 12 meses, encerrados em fevereiro, foram criadas 12.761 novas vagas na construção civil.

Na RMF, a construção civil também é o segundo maior setor em geração de emprego. Em fevereiro, o saldo é 2.105 novas vagas. Nos dois meses do ano, o acumulado é de 2.346 postos.

Serviços é vocação
O setor de serviços lidera a geração de emprego formal o Estado e na RMF. "É a vocação do mercado de trabalho do Ceará", diz Macambira. "Sempre consegue superar os demais setores".

No Estado, os saldos do setor são de 3.585 empregos em feveiro e de 5.754 no bimestre. Na RMF, estes números são 2.909 e 4.931, respectivamente.

Indústria e comércio
A indústria de transformação é a terceira geradora de emprego em fevereiro no Estado, com 432 postos formais. No ano, o saldo é de oito vagas. Na RMF, estes valores sobem para 977 e 716, naquela ordem.

O comércio anotou desempenho positivo no mês passado (432), mas no bimestre o saldo é negativo (-690). A perda, segundo Macambira é "resquício do fim do ano anterior". "Dezembro e janeiro sempre registram queda", diz.

Para ele, se fevereiro registra crescimento, nos meses seguintes, o comportamento do mercado de trabalho será "igual ou superior". "A expectativa é de alta, puxada pelo serviço, com recuperação na indústria e continuidade na construção civil"

À frente
"O Ceará superar outros estados do Nordeste foi uma surpresa agradável"
Júnior MacambiraDiretor de Estudos e Pesquisas do IDT

Fonte:Diario do Nordeste

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